
A Prefeitura de Campo Formoso divulgou informações que reforçam a importância histórica e cultural da população quilombola do município. De acordo com dados do Censo 2022, o município possui a terceira maior população quilombola da Bahia e a oitava maior do Brasil, resultado da autodeclaração feita pelos próprios moradores durante o levantamento nacional.
O conteúdo publicado pela gestão municipal também reafirma a existência de 21 comunidades quilombolas certificadas, entre elas Alagadico, Buraco, Barroca, Bebedouro, Casa Nova dos Ferreira, Casa Nova dos Marinos, Casa Nova dos Amaros, Gameleira do Dida, Lage dos Negros, Lage de Cima 2, Lagoa Branca, Pacuí, Patos 1, Patos 2, Patos 3, Pedra, Poço da Pedra, Sangradouro 1, Sangradouro 2, São Tomé e Saquinho.
A prefeitura destacou que a identidade quilombola em Campo Formoso está diretamente ligada a valores tradicionais construídos ao longo de gerações. Segundo o material divulgado, “a base da nossa cultura quilombola está centrada nos valores tradicionais herdados do processo de miscigenação, tendo como base a matriz africana, associada à incorporação de elementos das identidades indígenas e à influência da cultura europeia.”
O conteúdo ressalta ainda que um dos elementos centrais dessas comunidades é sua origem como refúgios e locais de resistência de africanos escravizados e seus descendentes, que buscavam fugir das fazendas e se estabelecer em áreas de proteção coletiva.
A iniciativa da prefeitura integra a programação do Mês Nacional da Consciência Negra, reforçando o reconhecimento às raízes culturais e à luta histórica das comunidades tradicionais que fazem parte da formação social de Campo Formoso.

A informação foi divulgada no perfil oficial da Prefeitura de Campo Formoso no Instagram.








