Senador, derrotado na disputa presidencial, não entregou documentos dentro do prazo. Polícia Federal apura informações de que ele teria deixado o Brasil pela Argentina com destino aos Estados Unidos

A Polícia Federal (PF) cancelou, nesta terça-feira (27), os passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o parlamentar não cumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar os documentos no prazo de 24 horas.
Flávio, que foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais realizado no último domingo (25), tinha até as 11h desta terça-feira para entregar os passaportes. Como a determinação não foi cumprida, os documentos foram cancelados no sistema da Polícia Federal.
A corporação também deverá comunicar formalmente ao ministro Alexandre de Moraes o descumprimento da ordem judicial.
Suspeita de fuga para os Estados Unidos
O caso ganhou novos desdobramentos após o portal argentino Infobae divulgar informações de que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira brasileira em direção à Argentina, com a intenção de embarcar em um avião particular para os Estados Unidos.
Segundo a publicação, o embarque ocorreria na cidade argentina de Puerto Iguazú, próxima à fronteira com o Brasil, em uma aeronave Gulfstream G400.
Entretanto, a Polícia Federal informou que não encontrou registros oficiais da saída do senador do território brasileiro. Autoridades argentinas também declararam não haver registro de sua entrada no país.
Diante das informações contraditórias, investigadores brasileiros procuram esclarecer o paradeiro do parlamentar e verificar se houve alguma tentativa de deixar o Brasil sem passar pelos controles migratórios.
Investigação no Supremo
A determinação de Alexandre de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
O senador também está proibido de deixar o território nacional. Na segunda-feira (26), ele divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que havia sido intimado por agentes da Polícia Federal quando saía da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio criticou a decisão judicial e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.
Apesar do descumprimento da ordem de entrega dos passaportes, não existe, até o momento, mandado de prisão contra o senador, razão pela qual ele não pode ser considerado formalmente foragido.
O caso continua sendo acompanhado pela Polícia Federal e poderá ter novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Calila Noticias






