
Barbosa Júnior provoca racha político, defende Coronel e minimiza papel do Governo da Bahia em obras de Filadélfia
Ex-prefeito diz que principais investimentos no município vieram de emendas do senador e dispara críticas ao PT e a aliados
Filadélfia (BA) – Áudios atribuídos ao ex-prefeito Barbosa Júnior incendiaram o debate político local nos últimos dias. Em declarações diretas e sem rodeios, ele saiu em defesa do senador Ângelo Coronel, criticou o PT e afirmou que boa parte das obras realizadas em Filadélfia não teve origem no Governo do Estado, mas sim em emendas parlamentares do senador.
Logo no início da fala, Barbosa tenta afastar a ideia de alinhamento automático entre Coronel e o PT:
“Não é porque Coronel foi eleito na chapa do PT que ele tem que concordar com tudo que o PT fizer. Coronel é um político de decisão, político de palavra.”
A declaração reforça um movimento de distanciamento político e sugere que Coronel teria atuação independente, mesmo compondo base que já esteve ligada ao governo estadual.
🏗️“Se não fossem as emendas de Coronel*…”
Um dos trechos mais fortes do áudio é quando Barbosa atribui ao senador a maior parte das benfeitorias executadas no município nos últimos anos.
“Se não fossem as emendas de Coronel, em 2022 a gente não tinha nem o que pedir de voto ao povo, nem o que falar de benfeitoria.”
Ele cita uma série de ações que, segundo sua versão, foram viabilizadas por recursos destinados pelo parlamentar.
A fala atinge diretamente o debate sobre a origem dos recursos públicos e reacende a disputa narrativa entre grupo estadual e lideranças ligadas a emendas parlamentares.
🔥 Críticas à polarização e recado indireto ao PT
Em outro momento, o ex-prefeito critica a militância política e a polarização entre eleitores, sugerindo que os conflitos não refletem o comportamento das lideranças nos bastidores:
“Não adianta a gente estar brigando aqui por lado A ou lado B, porque os cabeças, quando sentam na mesa, se organizam e tá tudo certo. E a gente fica feito besta batendo boca.”
A fala é vista como uma crítica indireta ao clima de disputa ideológica, mas também como um recado a grupos que hoje defendem alinhamento automático com o governo estadual.
🗳️ Apoios declarados e indefinição para governador
Apesar de dizer que “não tem paixão por político nem por partido”, Barbosa deixa claro que já tem posições firmes em relação a algumas lideranças:
“A única decisão que eu tenho nesse momento é que voto com Roberto Carlos, apoio Diego Coronel e voto com o senador Coronel.”
Sobre o Governo da Bahia, ele afirma que ainda não decidiu, mas deixa no ar um tom de insatisfação:
“Eu não sou obrigado a votar em quem não me quer.”
A frase foi interpretada nos bastidores como sinal de desconforto com articulações políticas recentes.
😳 “Amnésia política” e tensão entre aliados
O trecho mais pessoal do áudio surge quando Barbosa demonstra decepção com alguém que, segundo ele, teria presenciado episódios importantes no passado, mas hoje estaria em posição contrária:
“O que me entristece é isso, as pessoas veem as coisas e parece que têm amnésia.”
A fala indica desgaste interno e possível ruptura entre antigos aliados, revelando que o embate político pode estar também dentro do próprio grupo.
📌 Debate deve esquentar
As declarações reforçam o reposicionamento político de Barbosa Júnior e colocam ainda mais pressão sobre a discussão a respeito de quem realmente viabilizou os investimentos em Filadélfia. O tema promete dominar os bastidores da política local nos próximos meses.
Até o momento, nem o Governo da Bahia nem os citados nas declarações se manifestaram oficialmente sobre as falas.
✍️ Jornal Baiano








